O Problema é como vemos o Problema

Albert Einstein disse:
“Os problemas significativos com os quais nos deparamos não podem ser resolvidos no mesmo nível de pensamento em que estavamos quando eles foram propostos.”

O que é um problema? Um problema é tudo aquilo que impede ou então dificulta o alcance, a realização com sucesso de alguma coisa específica. Pode ser considerado como a ausência de solução perfeitamente eficaz. Exemplo de um problema é a presença de ruídos na comunicação entre duas pessoas; o vendedor – comprador ou empregador – empregado. Geralmente os problemas são de vários tipos, dependendo da sua categoria e natureza, no entanto, todos são oriundos de algum lugar.

Segundo Stephen Covey, conforme olhamos a nossa volta, e para nosso íntimo, identificamos os problemas criados da convivência e interação com a Ética da Personalidade – ou seja o tipo prático de pessoas que somos. Então começamos a perceber que temos problemas sérios, fundamentais, impossíveis de serem resolvidos no nível superficial em que foram criados.

Entende-se a ética da personalidade como a crença de que existe um caminho rápido e fácil para se obter qualidade de vida sem passar pelo processo natural de esforço e amadurecimento que a torna possível. Trata-se de uma forma sem conteúdo, de um esquema para se “ficar rico depressa”, por meio de promessas de “fortuna sem fazer força”. Pode até ser que dê certo, mas é inegável. A ética da personaliade ela é ilusória e enganosa.

O problema da ética de personalidade pode ser sintetisada nessa frase:

“Por fora bela viola! Por dentro, pão bolorento!!!”

Portanto é preciso parar de viver no jogo de parecer ser para começar a ser efectivamente. Hoje em dia, este tipo de paradigma é o que mais predomina entre as pessoas, facto que resulta em graves problemas do tipo conflitos interpessoais. E o gosto pelos caminhos rápidos sem aceitar a natureza dos processos padronizados para se chegar a algum lugar ou conquistar medalhas; é preciso treinar bastante e correr rápido o suficiente para ganhar no atletísmo – o sucesso está condicionado a coisa primária – a prática positiva.

“Precisamos de um novo estágio de pensamento, um nível mais profundo, um paradigma baseado nos princípios que descrevem exactamente o território efectivo da existência e das interações humanas. Assim poderemos resolver as preocupações mais sérias.

Stephen Covey propõe no seu livro os 7 hábitos das pessoas altamente eficazes, a necessidade de se precisar de um novo tipo de pensamento mais adaptado a nova realidade das coisas, em que tem uma abordagem centrada nos princípios e baseada no carácter que vem de dentro, isto é voltado a qualidade da personalidade de alguém, a qualidade do íntimo, do carácter e as razões pessoais.

O tipo de conteúdos que criamos dentro de nós, define quem somos, como seremos diante de um problema. Este é na verdade o problema antes do problema propriamente dito – o nosso eu intrínseco, o que sugere começar pela sua personalidade, os seus paradigmas – que se calhar precisa de algum update ou mais profundo um upgraid. Contudo, não tenha medo de mudanças,  quando ela valer a pena no sentido positivo.

  • Se você pretende mudanças, quando ter um casamento feliz, seja uma pessoa capaz de gerar energia positiva, afastando as más vibrações em vez de atraí-las.
  • Se você pretende ter um filho adolescente que coopere mais, seja um pai mais compreensivo, solidário, coerente e amoroso.
  • Se você pretende ter mais liberdade, mais atitude em seu trabalho, seja um empregador mais responsável, generoso e envolvido com sua actividade
  • Se você pretende conquistar a confiança das pessoas no trabalho, ou do seu chefe em particular, seja compreensível, paciente, confiável, honesto e activo;
  • Se você busca a grandeza secundária do reconhecimento de seu talento, concentre-se inicialmente na grandeza primária do carácter.

É uma questão de entender antes o seu paradigma, uma espécie de auto-orientação, o que impulsionará victória particular rumo a uma victória mais pública. Por exemplo, você deve parar de mentir a si mesmo; é um problema a menos, portanto seja honesto consigo e reedifique a sua personalidade começando com a qualidade dos seus pensamentos que devem estar mais orientados a positividade eficaz.

Em geral, o problema é como vemos o nosso problema, que é intrínseco e inerente a personalidade. Os problemas nunca deixarão de existir a medida. O extraordinário de tudo isso é que nós possuímos um cérebro gigante com bilhões de ligações predispostos de forma sofisticada para gerar soluções infinitas – acredite e explore isso, pois, assim começará a acreditar mais em sempre achar uma saída eficaz, e ao considerar isso, também reconsidere os seus modelos práticos de actuação. Já sabemos que nada vem ao acaso, é preciso trabalhar de forma correcta em tudo e aceitar o seu tempo de colheita.

Olhe para dentro de si, veja se não está a faltar nada em si, veja se não há lugares de penumbra, ou espaços vazios por ser preencheidos com novas abordagem, habilidades diferenciadas e novos bons hábitos.

Trabalhe mais na sua mentalidade pessoal, trabalhe para desenvolver uma abordagem de dentro para fora (em que você ofereça mais) e não de fora para dentro (em que você receba mais); como um casamento infeliz onde um conjugue quer a todo custo que o outro mude o seu jeito de ser, onde só fala dos defeitos do outro de forma preestabelecida.

A mudança deve vir de dentro para fora e não somente de fora para dentro. Isso porque é muito mais fácil você controlar os seus hábitos e costumes, do que os hábitos e costumes dos outros – mas você pode influenciar mudanças se você estiver perfeitamente mudado/melhorado.

Para Stephen Covey, para resolver os nossos problemas mais graves, precisamos modificar os nossos paradigmas, passando a um nível diferente, novo, no qual adotamos uma atitude de dentro para fora.

Devemos considerar nossa personalidade como um laboratório de estudo, em que exploramos mais para entende-lo e aplicá-lo devidamente;

“Somos o que repetidamente fazemos. A excelência, portanto, não é um feito, mas um hábito”.  Aristóteles

Nosso carácter, basicamente, é composto pelos hábitos que desenvolvemos.

“- Plante uma ideia, colha um feito;
– Plante um feito, colha um hábito;
– Plante um hábito, colha um carácter;
– Plante um carácter, colha um destino.”

E lembre-se que há sempre uma solução para um certo problema, depende de como você vê o problema.

por Samir Ossumani

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